A gestão de riscos fiscais na transição da Reforma Tributária deixou de ser uma preocupação futura e passou a ser uma necessidade imediata em janeiro de 2026. Mesmo com a implementação gradual do novo sistema, as exigências técnicas, operacionais e fiscais já impactam diretamente a rotina das empresas do agronegócio.
Quando esse cenário é ignorado, os riscos surgem de forma silenciosa e podem resultar em glosas automáticas de crédito, rejeição de documentos fiscais e até paralisação das operações. Por isso, entender onde estão os riscos fiscais e como controlá-los tornou-se essencial para preservar margens, manter o faturamento e garantir continuidade operacional.
A Reforma Tributária elevou o nível de risco fiscal das empresas
A Reforma Tributária não criou riscos inéditos. Na prática, ela ampliou a intensidade, a velocidade e a visibilidade dos riscos fiscais que sempre existiram.
Com a introdução do modelo da CBS e do IBS, o Brasil caminha para um sistema baseado em:
rastreabilidade total,
validações automáticas,
cruzamentos contínuos de dados,
fiscalização eletrônica em tempo real.
Nesse novo ambiente, fragilidades que antes passavam despercebidas agora são detectadas imediatamente. Assim, a nota fiscal deixa de ser apenas um documento de registro e passa a ser um objeto de apuração e validação fiscal.
Como os riscos fiscais afetam o negócio na prática
Na prática, os impactos da má gestão de riscos fiscais já são perceptíveis em 2026, especialmente para empresas do agronegócio que operam com alto volume de documentos, cadeias longas e operações interestaduais.
Segundo dados do próprio Judiciário, mais de 75% do PIB brasileiro está envolvido em disputas tributárias, com processos que podem levar até 7 anos para conclusão. Embora a Reforma busca reduzir esse cenário, durante a transição, empresas despreparadas ficam mais expostas.
Como resultado, os impactos incluem:
rejeição de NF-e por erro de parametrização da CBS;
glosa automática de créditos por inconsistência de dados;
atrasos no faturamento;
distorção de margens e do fluxo de caixa;
aumento do risco de autuações preventivas.
Ou seja, o risco fiscal deixa de ser apenas jurídico e passa a ser financeiro e operacional.
O que significa gestão de riscos fiscais na Reforma Tributária
A gestão de riscos fiscais na transição da Reforma Tributária consiste em identificar, monitorar e controlar todas as vulnerabilidades fiscais que podem gerar impacto financeiro, operacional ou reputacional para a empresa.
Para facilitar o entendimento, pense na empresa como um avião em voo. A Reforma Tributária troca os instrumentos de navegação enquanto o avião continua no ar. Nesse contexto, quem não confere painéis, sensores e alertas corre o risco de perder o controle, mesmo sem turbulência aparente.
Portanto, gestão de risco fiscal não é apenas conhecer a lei. Antes de tudo, é controlar o dado, garantir consistência entre documentos, sistemas e escrituração.
Tratar a Reforma Tributária como um evento distante
O erro mais frequente das empresas em 2026 é acreditar que ainda há tempo para se adaptar.
Muitos gestores pensam que só precisarão agir quando a cobrança plena do IBS e da CBS começar. No entanto, o período de transição é justamente o momento de maior risco, pois:
sistemas antigos convivem com regras novas;
layouts fiscais mudam;
validações se tornam mais rígidas;
erros passam a ser detectados automaticamente.
Por isso, quem adia ajustes costuma aprender sob pressão, com impacto direto no caixa e na operação.
Os principais riscos fiscais ampliados em 2026
Entre os riscos mais relevantes na transição da Reforma Tributária, destacam-se:
inconsistência estrutural em notas fiscais (cadastros, NCM, descrição);
glosa automática de créditos tributários;
divergência entre XML, escrituração e SPED;
rejeições por falhas de layout ou parametrização;
confusão entre regras do sistema antigo e do novo;
perda de previsibilidade financeira;
ausência de rastreabilidade completa dos documentos;
fragilidade na governança fiscal.
Vale destacar que esses riscos não surgem de uma vez. Eles se acumulam silenciosamente e aparecem quando a margem de correção já é pequena.
🔗 Leia também: Como evitar erros de faturamento com a chegada do IBS e CBS
Como estruturar a gestão de riscos fiscais agora
A boa notícia é que os riscos são controláveis com método, processo e tecnologia.
Um caminho prático envolve:
Padronização de cadastros fiscais
Produtos, serviços, clientes e operações precisam refletir corretamente a realidade tributária.
Integração entre fiscal, contábil e financeiro
Sem integração, surgem divergências que o novo modelo não tolera.
Auditoria contínua dos documentos fiscais
Não basta conferir no fechamento. É preciso monitorar em tempo real.
Rastreabilidade completa
XMLs, históricos, escrituração e demonstrações precisam conversar entre si.
Governança fiscal permanente
Processos documentados, responsáveis definidos e acompanhamento normativo contínuo.
Gestão de riscos fiscais é sobrevivência em 2026
A gestão de riscos fiscais na transição da Reforma Tributária deixou de ser diferencial e passou a ser requisito mínimo de sobrevivência.
Empresas do agronegócio que se antecipam conseguem:
reduzir autuações,
preservar créditos,
manter o faturamento,
proteger margens,
operar com previsibilidade.
No novo ambiente tributário, não vence quem sabe mais a lei, mas quem controla melhor os dados e os processos.
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Base legal da Reforma Tributária
A Reforma Tributária do consumo está fundamentada principalmente em:
Lei Complementar nº 214/2025, que regulamenta o IBS, a CBS e o Imposto Seletivo;
PLP nº 108/2024, que trata da governança e da gestão do IBS.
- Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 1/2025, que define as obrigações acessórias e os documentos fiscais eletrônicos exigidos para IBS e CBS no ano de 2026.
Esses diplomas estruturam a transição do sistema tributário brasileiro até 2033.
🔎 Observação institucional
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A Reforma Tributária elevou o nível de risco fiscal das empresas
Os principais riscos fiscais ampliados em 2026